quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Dez Mandamentos do escritor imortal

Era uma noite escura de filme expressionista (com direito a In the Hall of the Mountain King por mim assobiada) e andava eu desconfiando dos tijolos e dos postes, quando fui abordado por uma questão fatal. Inicialmente, achei que fosse um assalto. Mas, passado o susto, pus-me a pensar: O que transfigura gente como Machado de Assis, Joyce e a Mulher-Melancia em canônes da literatura? A desrespeito de tal impasse, já bem disse alguém antes de Jack Black: Aqueles que não sabem fazer , ensinam, os que não sabem ensinar dão educação física e os gordos e sedentários demais para a educação física escrevem. Daí não pude impedir que minha pena desferisse os seguintes versos:
1. Terás ao bolso papel, lápis e uma meia dúzia de metáforas.
2. Não culparás o eu-lírico.
3. Não terás mais que trinta pseudônimos (por semana).
4. Não plagiarás a idéia alheia( já publicada).
5. Não dirás o que quer dizer, ou o que dirás não será o que estará sendo dito. Não, não foi isso que eu quis dizer.
6. Matarás o protagonista. Duas vezes.
7. Não escreverás teus poemas em papel toalha, guardanapo ou genéricos, para que não os confunda com papel higiênico usado.
8. Não seguirás o oitavo mandamento.
8. Se perguntará porque há dois oitavos mandamentos. Então verificarás que há, na verdade, 11 mandamentos.
9. Escreverás.
10. Não morrerás.


Por Poetilde playsson, macumba-leleiro oficial do Evoé Baco Philarmonic Orchestra Blues Band

A Ascensão e queda de Anaxanuap